sexta-feira, 24 de abril de 2020

Paralelo entre "O Livro dos Espíritos" e "Sabedoria do Evangelho" I




Olá amigos, 

O intuito desta nova série de posts é analisar o conjunto de informações contidas nas obras "O Livro dos Espíritos" de Allan Kardec e da série "Sabedoria do Evangelho" de Carlos Torres Pastorino.

Este estudo está no início, sendo um extrato inicial, então há muito ainda o que complementar (buscadas as primeiras 83 perguntas de "O Livro dos Espíritos" e as primeiras 25 páginas do Volume I de "Sabedoria do Evangelho"). Não pretendemos aqui, de forma alguma, esgotar o assunto, mas sim reflexionar o quanto uma obra complementa a outra, embora já se saiba de antemão que existem visões diferentes do mesmo ponto.

Não consideramos isso um problema uma vez que a Verdade sempre esteve presente em todos os povos e em todos os tempos, não sendo de uma única vertente ou de uma única nação a propriedade da Revelação Divina, ainda que em caráter parcial.

Pontos sobre "O Livro dos Espíritos" / Allan Kardec:
  • Tendência a uma visão dualista, filosofia vigente no século XIX, onde matéria e espíritos são coisas separadas. [1]
  • Diferença entre os conceitos de "espírito" e "Espírito", onde:
    • espírito: criação da centelha divina ou princípio inteligente, criado simples e ignorante por Deus em algum lugar do tempo.[2]
    • Espírito: é o espírito que já passou pelos reinos mineral, vegetal e animal. Quando chega à fase humana, advém a consciência ganhando um perispírito para entrar na roda das encarnações como espírito encarnado. [3]
  • Apesar de chamar o "espírito" de incorpóreo admite que este seja feito de alguma matéria (quintessenciada). [4]

Pontos sobre "Sabedoria do Evangelho" - Volume I / Carlos Torres Pastorino:
  • O autor foi tradutor de várias obras de Pietro Ubaldi, portanto traz no seu bojo a visão ubaldista da Criação (1951).[5]
  • Traz a visão monista onde espírito e matéria são coisas intrinsecamente ligadas e que fica difícil evidenciar onde é o ponto de divisão entre as duas. [6]
  • Explica que a centelha divina provém de Deus, que irradia esta centelha, gera a partir de si mesmo uma fagulha de luz. Está criada então a Individualidade, que por sua vez é formada por uma tríplice manifestação: [7]
    • 1 - a Centelha-Divina
    • 2 - a Mente Criadora
    • 3 - o Espírito
  • A centelha divina, se separa de Deus, vibracionalmente, "caindo" na matéria, onde a luz que se distanciou se tornou energia e que por sua vez, se tornou matéria. Ou seja, o Espírito se "cristalizou" dentro da matéria, está ali incubado e vai iniciar sua jornada nos reinos inferiores (mineral, vegetal e animal). [8]

Considerações:

Neste ponto da comparação, já percebemos que os autores usam os mesmos termos para nomear coisas diferentes, onde o "Espírito", para Pastorino, faz parte da composição de um aspecto tríplice que iniciará seu estágio nos reinos inferiores. Já Allan Kardec já trata o "Espírito" como um ser que já passou pela fieira dos reinos e entrou para a roda das reencarnações (no mundo espiritual: Espírito e Perispírito e na matéria: Espírito, Perispírito e Corpo Físico).

Não obstante essa diferença e o mais importante a se dizer é que Pastorino vem detalhar na sua obra o momento "espírito" na obra de Kardec, já que este foca muito mais nas relações e consequências dos atos dos "Espírito" nas suas reencarnações humanas. [9]

Pastorino vai tratar deste tema ("Espíritos" na visão de Kardec) ao abordar o plano da Personalidade, plano quaternário e mais externo do ser: [10]
  • 1 - o Intelecto (também denominado mente concreta, porque age no cérebro físico e através dele);
  • 2 - o astral, plano em que vibram os sentimentos e emoções;
  • 3 - o duplo etérico, em que vibram as sensações e instintos;
  • 4 - o corpo físico ou denso, que é a materialização de nossos pensamentos, isto é, dos pensamentos e desejos do Espírito, acumulando em si e exteriorizando na Terra, todos os efeitos produzidos pelas ações passadas do próprio Espírito.
Ainda, segundo Pastorino, a Intuição é o aspecto de ligação entre o Plano da Individualidade e o Plano da Personalidade, ou seja, a centelha divina está em nós, Deus está em nós, O Reino de Deus está em vós, Vós sois deuses, Deus te responde em ti mesmo, temos todas as respostas em nós mesmos.

Conforme seguir o estudo comparativo, seguiremos com o paralelo entre as obras.

Muita paz a todos!

[1] O Livro dos Espíritos - Allan Kardec – Comentário de Allan Kardec na pergunta 28: “Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria destituída de inteligência e vemos um princípio inteligente que independe da matéria. A origem e a conexão destas duas coisas nos são desconhecidas. Se promanam ou não de uma só fonte; se há pontos de contacto entre ambas; se a inteligência tem existência própria, ou se é uma propriedade, um efeito; se é mesmo, conforme à opinião de alguns, uma emanação da Divindade, ignoramos. Elas se nos mostram como sendo distintas; daí o considerarmo-las formando os dois princípios constitutivos do Universo. Vemos acima de tudo isso uma inteligência que domina todas as outras, que as governa, que se distingue delas por atributos essenciais. A essa inteligência suprema é que chamamos Deus.”

[2] O Livro dos Espíritos - Allan Kardec – Pergunta 25a: Essa união é igualmente necessária para a manifestação do espírito? (Entendemos aqui por espírito o princípio da inteligência, abstração feita das individualidades que por esse nome se designam.)

[3] O Livro dos Espíritos - Allan Kardec – Nota de Allan Kardec na Pergunta 76: Que definição se pode dar dos Espíritos? “Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material.” Nota - A palavra Espírito é empregada aqui para designar as individualidades dos seres extracorpóreos e não mais o elemento inteligente do Universo.

[4] O Livro dos Espíritos - Allan Kardec – Pergunta 82: Será certo dizer-se que os Espíritos são imateriais? “Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.”

[5] A Grande Síntese – Pietro Ubaldi – Vide nome do tradutor.

[6] Sabedoria do Evangelho - Volume I - Carlos Torres Pastorino – O Prólogo de Lucas – MANIFESTAÇÃO CRÍSTICA - O processo é claro: o Raio-Divino tem EM SI, potencialmente, a matéria (já que o MAIS contém o MENOS) e a vibração mais elevada contém em si, potencialmente, a vibração mais baixa. Não havendo diferença outra, entre espírito e matéria, senão a da escala vibratória, se o espírito “baixa” demais suas vibrações, ele chega à materialização, ou seja, congela-se, na expressão de Albert Einstein. Mas o oposto é também verdadeiro: a matéria contém EM SI, potencialmente, o espírito: bastar-lhe-á fazer elevar-se sua frequência vibratória, para retornar a ser espírito puro.

 [7] [8] [10] Sabedoria do Evangelho - Volume I - Carlos Torres Pastorino – O Prólogo de Lucas - RESUMO DA TEORIA DA ORIGEM E DO DESTINO DO ESPÍRITO - Recordemos, ainda, que o Espírito, à medida que se vai aperfeiçoando, vai construindo para si veículos materiais cada vez mais aperfeiçoados. Começou na escala mais baixa da matéria - o MINERAL - e Jesus ensinou: meu Pai pode suscitar destas pedras filhos de Abraão (Mat. 3:9 e Luc. 3:8), coisa que já fora explicada no Gênesis (2:7) quando está dito que a origem do homem é o pó da terra, isto é, o MINERAL. Mas o EU irá forçando o aperfeiçoamento dos veículos, fazendo aparecerem qualidades maiores, com o desenvolvimento do DUPLO ETÉRICO, passando a manifestar-se no reino-vegetal; depois desenvolverá o CORPO ASTRAL, e penetrará o reino-animal. Em outras palavras poderíamos dizer: o mineral desenvolve a sensação física, quando então atinge o reino-vegetal (e hoje está cientificamente comprovado que os vegetais sentem.); e o faz enviando seus átomos, em serviço, para ajudar a formar o corpo dos vegetais, animais e homens, em contato com os quais os átomos minerais adquirem experiência. Continuando a evolução, desenvolver-se-á a sensibilidade, como a têm os animais.

[9] Revista Espírita - Allan Kardec - Ano 1866 - Edição de Janeiro - O Espiritismo tem Lugar Reservado na Filosofia e nos Conhecimentos Usuais: “(...) Sem se deter nos diversos sistemas relativos à natureza íntima e à origem da alma, o Espiritismo a considera na espécie humana; constata, em razão de seu isolamento e de sua ação independente da matéria, durante a vida e depois da morte, sua existência, seus atributos, sua sobrevivência e sua individualidade. (...)”.

domingo, 11 de outubro de 2015

O Céu e o Inferno - Podcast #030 - Portal SER

Neste Podcast: O tema não aborda especificamente o livro da Codificação Kardeciana. Alguns termos novos para muitos de nós espíritas, tais como “Escatologia” e uma compreensão maior sobre a evolução do pensamento da Igreja Católica no tocante às revelações e fenômenos, chamados pelos espíritas de fenômenos mediúnicos. Mais uma bela oportunidade de diálogo inter-religioso.



LINK: http://www.portalser.org/podser/podser-030-ceu-e-inferno/

Acessem os conteúdos deste site, pois são maravilhosos!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Como ocorre a Desencarnação?

Processo de Desencarnação de Dimas – Obreiros da Vida Eterna – André Luiz

Olá amigos,

Hoje vamos compartilhar um material grafico recebido de uma grande amiga que trata da desencarnação do espírito de Dimas. Este processo está contido no livro Obreiros da Vida Eterna, capítulo 13, intitulado “Companheiro Libertado”, do autor espiritual André Luiz e psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Ressaltamos que o processo abaixo não é regra geral, mas sim UM DOS CASOS existentes e trazidos pela Espiritualidade Maior para esclarecimento geral, sendo que, cada um morre como vive, ou seja, cada um terá, na generalidade, a sua desencarnação de acordo com o que fez enquanto viveu encarnado. Isso se chama JUSTIÇA DIVINA.

Abaixo seguem as figuras de uma revista espírita de nome desconhecido que foram transformadas em formato digital para apreciação de todos, além da descrição do trecho pertinente contido na obra citada. Acompanhe (clique com o botão direito na figura e selecione "Salvar Imagem Como" para fazer download no seu computador e aumentar o zoom):

(...) No recinto, permanecemos os três apenas.

Dimas, experimentando indefinível bem-estar no regaço materno, parecia esquecer, agora, todas as mágoas, sentindo-se amparado como criança semi-inconsciente, quase feliz. Ordenou Jerônimo que me conservasse vigilante, de mãos coladas à fronte do enfermo, passando, logo após, ao serviço complexo e silencioso de magnetização. Em primeiro lugar, insensibilizou inteiramente o vago, para facilitar o desligamento nas vísceras. A seguir, utilizando passes longitudinais, isolou todo o sistema nervoso simpático, neutralizando, mais tarde, as fibras inibidoras no cérebro. Descansando alguns segundos, asseverou:

— Não convém que Dimas fale, agora, aos parentes. Formularia, talvez, solicitações descabidas. Indicou o desencarnante e comentou, sorrindo:

— Noutro tempo, André, os antigos acreditavam que entidades mitológicas cortavam os fios da vida humana. Nós somos Parcas autênticas, efetuando semelhante operação...

E porque eu indagasse, tímido, por onde iríamos começar, explicou-me o orientador:

— Segundo você sabe, há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma: o centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações fisiológicas; o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no tórax, e o centro mental, mais importante por excelência, situado no cérebro.


Minha curiosidade intelectual era enorme. Entendendo, porém, que a hora não comportava longos esclarecimentos, abstive-me de indagações. Jerônimo, todavia, gentil como sempre, percebeu-me o propósito de pesquisa e acrescentou:

— Noutro ensejo, André, você estudará o problema transcendente das várias zonas vitais da individualidade.

Aconselhando-me cautela na ministração de energias magnéticas à mente do moribundo, começou a operar sobre o plexo solar, desatando laços que localizavam forças físicas. Com espanto, notei que certa porção de substância leitosa extravasava do umbigo, pairando em torno. Esticaram-se os membros inferiores, com sintomas de esfriamento.

Dimas gemeu, em voz alta, semi-inconsciente.

Acorreram amigos, assustados. Sacos de água quente foram-lhe apostos nos pés. Mas, antes que os familiares entrassem em cena, Jerônimo, com passes concentrados sobre o tórax, relaxou os elos que mantinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre determinado ponto do coração, que passou a funcionar como bomba mecânica, desreguladamente. Nova cota de substância desprendia-se do corpo, do epigastro à garganta, mas reparei que todos os músculos trabalhavam fortemente contra a partida da alma, opondo-se à libertação das forças motrizes, em esforço desesperado, ocasionando angustiosa aflição ao paciente. O campo físico oferecia-nos resistência, insistindo pela retenção do senhor espiritual.

Com a fuga do pulso, foram chamados os parentes e o médico, que acorreram, pressurosos. No regaço maternal, todavia, e sob nossa influenciação direta, Dimas não conseguiu articular palavras ou concatenar raciocínios.

Alcançáramos o coma, em boas condições.
O Assistente estabeleceu reduzido tempo de descanso, mas volveu a intervir no cérebro.  Era a última etapa. Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa romboidal, Jerônimo quebrou alguma coisa que não pude perceber com minúcias, e brilhante chama violeta-dourada desligou-se da região craniana, absorvendo, intantaneamente, a vasta porção de substância leitosa já exteriorizada. Quis fitar a brilhante luz, mas confesso que era difícil fixá-la, com rigor. Em breves insntantes, porém, notei que as forças em exame eram dotadas de movimento plasticizante. 


A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em desencarnação, constituindo-se, após ela, todo o corpo perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço. E, à medida que o novo organismo ressurgia ao nosso olhar, a luz violeta-dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer, de todo, como se representasse o conjunto dos princípios superiores da personalidade, momentaneamente recolhidos a um único ponto, espraiando-se, em seguida, através de todos os escaninhos do organismo perispirítico, assegurando, desse modo, a coesão dos diferentes átomos, das novas dimensões vibratórias.

Dimas-desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas-cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado, semelhante a sutil elástico, entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo liberto.

A genitora abandonou o corpo grosseiro, rapidamente, e recolheu a nova forma, envolvendo-a em túnica de tecido muito branco, que trazia consigo.

Para os nossos amigos encarnados, Dimas morrera, inteiramente. Para nós outros, porém, a operação era ainda incompleta. O Assistente deliberou que o cordão fluídico deveria permanecer até ao dia imediato, considerando as necessidades do “morto”, ainda imperfeitamente preparado para desenlace mais rápido. (...)

Leia o capítulo completo para maiores esclarecimentos. Boa leitura! Abraço a todos!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Em torno do Alcoolismo

Amigos, este é um tópico que diz respeito a muitas famílias no mundo. A nossa intenção aqui é fomentar considerações de como lidar com o alcoolismo e situar a problemática a partir da visão da Doutrina Espírita.

Como lidar com um Alcoólatra [1]
O álcool é uma droga que causa dependência e, com o uso excessivo por um longo período, o organismo desenvolve tolerância a altas doses.

Não existe uma causa única para o alcoolismo. Essa doença pode originar-se, por exemplo, de um problema psicológico; ou ainda ser uma válvula de escape para um trabalho particularmente estressante ou apenas surgir por causa da influência da companhia de amigos que bebem muito e podem ser dependentes do álcool.

Da mesma forma, o alcoolismo apresenta-se sob várias maneiras.
Algumas pessoas passam longos períodos sem beber uma gota sequer e, em seguida, entregam-se a prolongadas "bebedeiras", durante as quais acham impossível parar de beber. Outras dificilmente ficam bêbadas, mas passam o dia bebendo pequenas quantidades de álcool, desde a manhã até a noite.

Qualquer que seja a causa ou o padrão do alcoolismo, lembre-se: Você não pode fazer com que um alcoólico pare de beber. É ele quem tem de tomar essa decisão sozinho.
Há, no entanto, várias atitudes que podem ser tomadas para encorajar um comportamento positivo a respeito do problema e auxiliar no processo de recuperação:

O QUE VOCÊ NÃO DEVE FAZER
* Não comece também a beber. Maridos e mulheres de alcoólicos crônicos estão sujeitos ao estresse e à tensão adicionais de viverem com alguém que bebe e, às vezes, sucumbem à mesma doença de seus cônjuges.

* Não arrisque seu próprio bem estar físico e mental. Certifique-se de proteger a sua saúde e defenda atitudes construtivas.

* Não importune, repreenda ou se envolva em situações que provoquem raiva. Todas as abordagens hostis humilham a pessoa que bebe. Elas podem gerar violência ou causar no alcoólico a sensação de ausência de valor pessoal, para a qual a bebida já se tornou o remédio.
* Não tente barganhar com as emoções do alcoólico, numa tentativa de fazer que ele pare de beber. Não peça ao alcoólico, por exemplo, que demonstre amor por você deixando de beber, pois ele não conseguirá livrar-se do vício imediatamente, e isso aumentará a frustração dele. Da mesma forma, não ameace abandoná-lo, a menos que você pretenda realmente levar adiante tal ameaça.

* Não jogue fora as garrafas que achar escondidas pela casa. Você se arrisca a provocar violência e destruir os laços de confiança que ainda possam existir. O alcoólico encontrará maneiras de obter mais suprimentos. E, caso não consiga mais bebida, a abstinência forçada vai apenas precipitar uma crise com a qual você pode ser incapaz de lidar.
* Não tente encobrir o hábito do alcoólico, protegendo-o das consequências de seu vício. Esse erro, com frequência, se manifesta por meio do pagamento das dívidas assumidas pelo alcoólico. No caso de dívida em dinheiro, deixe que ele enfrente o problema. Ao suavizar o caminho, você age apenas como um "facilitador", encorajando indiretamente o hábito de beber.

* Não se deixe enganar por promessas lisonjeiras. Se a resolução de parar de beber é tomada, certifique-se de que ela se apóie em ações definitivas, tais como procurar o médico da família ou entrar para os Alcoólicos Anônimos.
* Não perca a esperança. No final, a maioria dos alcoólicos que resolve enfrentar o problema e aceita ajuda qualificada consegue se recuperar. Em cada três alcoólicos, um acaba recuperando-se completamente e outro pode melhorar bastante após o tratamento. Portanto, não fique de braços cruzados.

O QUE PODE SER FEITO PARA AJUDAR
* Reconheça que o alcoolismo é uma doença. Não há vantagem alguma em considerá-lo um sinal de fraqueza ou de comodismo ou em tentar fugir da realidade.

* Junte-se ao Al-Anon, uma associação para a família e os amigos dos alcoólicos. Aprenda o máximo que puder sobre a doença e frequente as reuniões com regularidade.


* Encoraje a pessoa que bebe a ingressar nos Alcoólicos Anônimos (AA) [5]. Faça a sugestão com cuidado e ofereça-se para acompanhá-la nas reuniões de abertura. A frequência não é obrigatória e a pessoa não precisa identificar-se pelo nome completo.
* Deixe material informativo, como os panfletos do AA, espalhados pela casa. O indivíduo que bebe pode aborrecer-se com preleções, mas, por outro lado, poderá ler os folhetos quando você não estiver por perto.

* Se a pessoa que bebe demonstrar interesse em parar de beber, encoraje-a a procurar o médico da família ou um religioso. Com freqüência costuma haver relutância em procurar um médico, mas maior disposição em falar com um religioso. Este poderá, então, persuadir aquele que bebe a procurar orientação médica.

* Encoraje firmemente os hobbies e as atividades que interessem àquele que bebe, contanto que o mantenham afastado do álcool. Tente evitar tudo aquilo que de alguma forma esteja ligado à bebida, como qualquer tipo de atividade que aconteça em um bar.
* Se ocorrer uma crise, por exemplo, por causa de dívidas não pagas, deixe que a pessoa que bebe enfrente o problema. Caso ela lhe peça ajuda, sugira que se comunique com os Alcoólicos Anônimos: a organização está habilitada para aconselhamento em problemas especializados.


VENENO LIVRE [2]

Pede você que os Espíritos desencarnados se manifestem sobre o álcool, sobre os arrastamentos do álcool.

Muito difícil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência. Basta lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança mais que uma só pessoa, é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha, borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos meninos, pela cautela das donas de casa e pela defesa do serviço municipal mas o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado de honra, consagrando eventos sociais. Escorrega na goela de ministros com a mesma sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarapitados na rua. Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças e engrossa a estatística dos manicômios; no entanto, diga isso num banquete de luxo e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será conduzido ao psiquiatra, se não for parar no hospício.

Ninguém precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodca ou de suco de cana, rum ou conhaque, de vez que as crônicas vivas, escritas por ela mesma, estão nos próprios consumidores, largados à bebedeiras, nos crimes que a imprensa recama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares destruídos. E se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados à mesa redonda da opinião pública, é indispensável sejam trazidos à fala as vítimas de espancamento no recinto doméstico, os homens e as mulheres de vida respeitável que viram a loucura aparecer de chofre no horror ante o desvario de tutores inconscientes e, sobretudo, os médicos encanecidos no duro ofício de aliviar os sofrimentos humanos.

Qual! Não acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos grafar com mais vigor os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a copinho.

É por isso talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas a estilete de sarcasmo. E creia você que a ironia vem de longe.

Consta do folclore israelita, numa história popular, fartamente anotada em vários países por diversos autores, que Noé, o patriarca, depois do grande dilúvio, rematava aprestos para lançar à terra ainda molhada a primeira vinha, quando lhe apareceu o Espírito das Trevas, perguntando, insolente:

- Que desejas levantar, agora?

- Uma vinha – respondeu o ancião, sereno.

O sinistro visitante indagou quanto aos frutos esperados da plantação.

- Sim – esclareceu o bondoso velho -, serão frutos doces e capitosos. As criaturas poderão

deliciar-se com eles, em qualquer tempo, depois de colhidos. Além disso, fornecerão milagroso caldo que se transformará facilmente em vinho, saboroso elixir capaz de adormecê-las em suaves delírios de felicidade e repouso...

- Exijo sociedade nessa lavoura! – gritou Satanás, arrogante.

Noé, submisso, concordou sem restrições e o Gênio do Mal encarregou-se de regar a terra e adubá-la, para o justo cultivo. Logo após, com a intenção de exaltar a crueldade, o parceiro  maligno retirou quatro animais da arca enorme e passou a fazer a adubação e a rega com a saliva do bode, com o sangue do leão, com a gordura do porco e com o excremento do macaco.

À vista disso, quantos se entregam ao vício da embriaguez apresentam os trejeitos e os berros sádicos do bode ou a agressividade do leão, quando não caem na estupidez do porco ou na momice dos macacos.

Esta é a lenda; entretanto, nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja a mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a, de maneira anormal, na condição de qualquer bicho.


FORÇAS VICIADAS [3]

Caía a noite...

Após o dia quente, a multidão desfilava na via pública, evidentemente buscando o ar fresco. (...)

Dois guardas arrastavam, de restaurante barato, um homem maduro em deploráveis condições de embriaguez. (...)

O mísero esperneava e proferia palavras rudes, protestando, protestando...

Achava-se o pobre amigo abraçado por uma entidade da sombra, qual se um polvo estranho o absorvesse.

Num átimo, reparamos que a bebedeira alcançava os dois, porquanto se justapunham completamente um ao outro, exibindo as mesmas perturbações. (...)

A casa de pasto regurgitava... Muita alegria, muita gente. Transpusemos a entrada. (...)

As emanações do ambiente produziam em nós indefinível mal-estar. Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes.

Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes.


VI – CONSEQUENCIAS DO PASSADO [4]

16 - E àqueles que se afeiçoam ao alcoolismo?
Emmanuel - Se nos afeiçoamos ao alcoolismo ou ao abuso de entorpecentes, somos induzidos à loucura ou à idiotia seja onde for.


[2] CARTAS E CRÔNICAS, pelo espírito Irmão X e psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 18 – Veneno Livre.

[3] NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE, pelo espírito André Luiz e psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 15 – Forças Viciadas.
[4] LEIS DO AMOR, pelo espírito Emmanuel e psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – capítulo VI – Consequências do Passado.

[5]ALCOÓLICOS ANÔNIMOS DO BRASIL: http://www.alcoolicosanonimos.org.br/localizacao/

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Mau Olhado e Magia Negra por Divaldo Pereira Franco

Mau Olhado e Magia Negra por Divaldo Pereira Franco

Olá amigos,
Hoje vamos divulgar uma entrevista realizada em 16.11.2008 com Divaldo Pereira Franco no programa televisivo TRANSIÇÃO, onde responde questões sobre magia negra, encruzilhadas, oferendas (velas e bebidas), mexer em trabalhos mágicos, feitiçarias (encomendar feitiços), bruxarias, trabalhos, talismãs, amuletos, pactos com o demônio, vender a alma para o diabo, rezas, benzedeiras, mau olhado, inveja, energias negativas, “entrar com pé direito”, revelação do futuro, superstições, falta de sorte, adivinhadores, crendices populares, auto-sugestão, entre outros.
Trata-se de um material muito interessante onde estes temas são abordados à luz da Doutrina dos Espíritos através da lógica do codificador Allan Kardec e dos ensinos de amor do Mestre Jesus.
Aproveitem e compartilhem com aqueles que ainda possuem dúvidas sobre o assunto. O vídeo está dividido em 04 partes:

 



Site do programa: http://programatransicao.tv.br/
Blog do canal: mundoespirita.tumblr.com

terça-feira, 8 de maio de 2012

Vídeo Palestra "The End of an Epoch" - Haroldo Dutra Dias

Vídeo Palestra "The End of an Epoch" - Haroldo Dutra Dias


Olá amigos,

Segue o vídeo da Palestra realizada por Haroldo Dutra Dias no Centro Espírita Sir William Crookes em Londres no dia 07 de Março de 2012, intitulada “The End of an Epoch”.

"Palestra em que Haroldo Dutra explica os ciclos que regem nosso mundo, nossas vidas e o Universo (In this presentation Haroldo Dutra explains the cycles ruling our world, our lives and the Universe). Para mais informacoes sobre as palestra de Haroldo no Reino Unido por favor veja no facebook do Fraternity Spiritist Society, BUSS (British Union Spiritist Societies and Sir William Crookes Spiritist Society."

 
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=B0qZe-doK38

Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=Z3tcGEQpwGU&feature=relmfu

Links:
https://www.facebook.com/UK.BUSS

https://www.facebook.com/groups/201115536571338/

terça-feira, 17 de abril de 2012

Indicação de Leitura: Livro Exegese do Novo Testamento - Uwe Wegner

Olá amigos!!!

Neste post sugerimos como leitura o Livro “EXEGESE DO NOVO TESTAMENTO – Manual de Metodologia”, Editora Sinodal e Editora Paulus. Autor: Uwe Wegner. Estes livro faz parte da relação daqueles que Haroldo Dutra Dias nos indica para estudo do Evangelho1.

Exegese2: Comentários, explicação de textos (especialmente se aplica à interpretação gramatical e histórica da Bíblia).

"Este manual privilegia os diversos passos do método histórico-crítico, mas está igualmente atento para contribuições de outros campos. Pode ser adaptado a diferentes circunstâncias e tem em vista as pessoas que levam a sério a tarefa de auscultar a Palavra de Deus no passado e no presente. Ele recolhe a pesquisa e a experiência do autor, que trabalha há vários anos como professor do Novo Testamento na Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, em São Leopoldo/RS. Conforme Uwe Wegner, o "fascínio da exegese reside também no fato de que a Bíblia nos interpreta. Ela é também sujeito de interpretação. Assim, à medida que vamos descobrindo coisas na e da Bíblia, ela vai nos descobrindo também. É precisamente esta dialética de interpretar e ser interpretado que dá ao labor exegético um gosto todo especial."


Link 1 (visualização de parte do livro):
2 MICHAELIS Moderno Dicionário da Lingua Portuguesa - Companhia Melhoramento, 1988

domingo, 15 de abril de 2012

Download Seminário "Alvorada Cristã" em Áudio - Haroldo Dutra Dias

Olá amigos!!

Hoje disponibilizamos para download o webáudio do Seminário "Alvorada Cristã" transmitido pela Rádio Fraternidade, realizado por Haroldo Dutra Dias no 2º Congresso Espírita do Distrito Federal.

O áudio contém alguns ruídos devido à transmissão, mas pode-se ouvir perfeitamente.



Link 1:
http://www.4shared.com/mp3/1VDLF2Nt/Alvorada_Crist.html

Aproveitem!!! \o/\o/


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Assita o Vídeo Exilados de Capela - Os Povos da Antiguidade


Assita o Vídeo Exilados de Capela - Os Povos da Antiguidade

O vídeo abaixo nos mostra, de forma lógica e coerente, como um dos maiores patrimônios da humanidade foi construído. Sem mitos, sem lendas, nem mesmo histórias fantasiosas.
 
Estes estudos estão embasados na obra de Allan Kardec e através da obra "A Caminho da Luz" de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.



Explicada agora a existência das Pirâmides no Egito? ;)
 
Fonte: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no Livro "A Caminho da Luz" e em Mateus 5:5.

Transição Planetária - Espiritirinhas


TRANSIÇÃO PLANETÁRIA - ESPIRITIRINHAS

Existe um site muito legal do desenhista e ilustrador Wilton Pontes que mostra o seu trabalho através de "tirinhas" relacionadas ao Movimento Espírita e ao Espiritismo.

Abaixo mostramos duas delas relacionadas ao tema Transição Planetária (clique nas figuras para aumentar o tamanho):

HOJE:



AMANHÃ:








Fonte: http://espitirinhas.blogspot.com/ por Wilton Pontes.