terça-feira, 22 de maio de 2012

Em torno do Alcoolismo

Amigos, este é um tópico que diz respeito a muitas famílias no mundo. A nossa intenção aqui é fomentar considerações de como lidar com o alcoolismo e situar a problemática a partir da visão da Doutrina Espírita.

Como lidar com um Alcoólatra [1]
O álcool é uma droga que causa dependência e, com o uso excessivo por um longo período, o organismo desenvolve tolerância a altas doses.

Não existe uma causa única para o alcoolismo. Essa doença pode originar-se, por exemplo, de um problema psicológico; ou ainda ser uma válvula de escape para um trabalho particularmente estressante ou apenas surgir por causa da influência da companhia de amigos que bebem muito e podem ser dependentes do álcool.

Da mesma forma, o alcoolismo apresenta-se sob várias maneiras.
Algumas pessoas passam longos períodos sem beber uma gota sequer e, em seguida, entregam-se a prolongadas "bebedeiras", durante as quais acham impossível parar de beber. Outras dificilmente ficam bêbadas, mas passam o dia bebendo pequenas quantidades de álcool, desde a manhã até a noite.

Qualquer que seja a causa ou o padrão do alcoolismo, lembre-se: Você não pode fazer com que um alcoólico pare de beber. É ele quem tem de tomar essa decisão sozinho.
Há, no entanto, várias atitudes que podem ser tomadas para encorajar um comportamento positivo a respeito do problema e auxiliar no processo de recuperação:

O QUE VOCÊ NÃO DEVE FAZER
* Não comece também a beber. Maridos e mulheres de alcoólicos crônicos estão sujeitos ao estresse e à tensão adicionais de viverem com alguém que bebe e, às vezes, sucumbem à mesma doença de seus cônjuges.

* Não arrisque seu próprio bem estar físico e mental. Certifique-se de proteger a sua saúde e defenda atitudes construtivas.

* Não importune, repreenda ou se envolva em situações que provoquem raiva. Todas as abordagens hostis humilham a pessoa que bebe. Elas podem gerar violência ou causar no alcoólico a sensação de ausência de valor pessoal, para a qual a bebida já se tornou o remédio.
* Não tente barganhar com as emoções do alcoólico, numa tentativa de fazer que ele pare de beber. Não peça ao alcoólico, por exemplo, que demonstre amor por você deixando de beber, pois ele não conseguirá livrar-se do vício imediatamente, e isso aumentará a frustração dele. Da mesma forma, não ameace abandoná-lo, a menos que você pretenda realmente levar adiante tal ameaça.

* Não jogue fora as garrafas que achar escondidas pela casa. Você se arrisca a provocar violência e destruir os laços de confiança que ainda possam existir. O alcoólico encontrará maneiras de obter mais suprimentos. E, caso não consiga mais bebida, a abstinência forçada vai apenas precipitar uma crise com a qual você pode ser incapaz de lidar.
* Não tente encobrir o hábito do alcoólico, protegendo-o das consequências de seu vício. Esse erro, com frequência, se manifesta por meio do pagamento das dívidas assumidas pelo alcoólico. No caso de dívida em dinheiro, deixe que ele enfrente o problema. Ao suavizar o caminho, você age apenas como um "facilitador", encorajando indiretamente o hábito de beber.

* Não se deixe enganar por promessas lisonjeiras. Se a resolução de parar de beber é tomada, certifique-se de que ela se apóie em ações definitivas, tais como procurar o médico da família ou entrar para os Alcoólicos Anônimos.
* Não perca a esperança. No final, a maioria dos alcoólicos que resolve enfrentar o problema e aceita ajuda qualificada consegue se recuperar. Em cada três alcoólicos, um acaba recuperando-se completamente e outro pode melhorar bastante após o tratamento. Portanto, não fique de braços cruzados.

O QUE PODE SER FEITO PARA AJUDAR
* Reconheça que o alcoolismo é uma doença. Não há vantagem alguma em considerá-lo um sinal de fraqueza ou de comodismo ou em tentar fugir da realidade.

* Junte-se ao Al-Anon, uma associação para a família e os amigos dos alcoólicos. Aprenda o máximo que puder sobre a doença e frequente as reuniões com regularidade.


* Encoraje a pessoa que bebe a ingressar nos Alcoólicos Anônimos (AA) [5]. Faça a sugestão com cuidado e ofereça-se para acompanhá-la nas reuniões de abertura. A frequência não é obrigatória e a pessoa não precisa identificar-se pelo nome completo.
* Deixe material informativo, como os panfletos do AA, espalhados pela casa. O indivíduo que bebe pode aborrecer-se com preleções, mas, por outro lado, poderá ler os folhetos quando você não estiver por perto.

* Se a pessoa que bebe demonstrar interesse em parar de beber, encoraje-a a procurar o médico da família ou um religioso. Com freqüência costuma haver relutância em procurar um médico, mas maior disposição em falar com um religioso. Este poderá, então, persuadir aquele que bebe a procurar orientação médica.

* Encoraje firmemente os hobbies e as atividades que interessem àquele que bebe, contanto que o mantenham afastado do álcool. Tente evitar tudo aquilo que de alguma forma esteja ligado à bebida, como qualquer tipo de atividade que aconteça em um bar.
* Se ocorrer uma crise, por exemplo, por causa de dívidas não pagas, deixe que a pessoa que bebe enfrente o problema. Caso ela lhe peça ajuda, sugira que se comunique com os Alcoólicos Anônimos: a organização está habilitada para aconselhamento em problemas especializados.


VENENO LIVRE [2]

Pede você que os Espíritos desencarnados se manifestem sobre o álcool, sobre os arrastamentos do álcool.

Muito difícil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência. Basta lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança mais que uma só pessoa, é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha, borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos meninos, pela cautela das donas de casa e pela defesa do serviço municipal mas o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado de honra, consagrando eventos sociais. Escorrega na goela de ministros com a mesma sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarapitados na rua. Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças e engrossa a estatística dos manicômios; no entanto, diga isso num banquete de luxo e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será conduzido ao psiquiatra, se não for parar no hospício.

Ninguém precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodca ou de suco de cana, rum ou conhaque, de vez que as crônicas vivas, escritas por ela mesma, estão nos próprios consumidores, largados à bebedeiras, nos crimes que a imprensa recama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares destruídos. E se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados à mesa redonda da opinião pública, é indispensável sejam trazidos à fala as vítimas de espancamento no recinto doméstico, os homens e as mulheres de vida respeitável que viram a loucura aparecer de chofre no horror ante o desvario de tutores inconscientes e, sobretudo, os médicos encanecidos no duro ofício de aliviar os sofrimentos humanos.

Qual! Não acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos grafar com mais vigor os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a copinho.

É por isso talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas a estilete de sarcasmo. E creia você que a ironia vem de longe.

Consta do folclore israelita, numa história popular, fartamente anotada em vários países por diversos autores, que Noé, o patriarca, depois do grande dilúvio, rematava aprestos para lançar à terra ainda molhada a primeira vinha, quando lhe apareceu o Espírito das Trevas, perguntando, insolente:

- Que desejas levantar, agora?

- Uma vinha – respondeu o ancião, sereno.

O sinistro visitante indagou quanto aos frutos esperados da plantação.

- Sim – esclareceu o bondoso velho -, serão frutos doces e capitosos. As criaturas poderão

deliciar-se com eles, em qualquer tempo, depois de colhidos. Além disso, fornecerão milagroso caldo que se transformará facilmente em vinho, saboroso elixir capaz de adormecê-las em suaves delírios de felicidade e repouso...

- Exijo sociedade nessa lavoura! – gritou Satanás, arrogante.

Noé, submisso, concordou sem restrições e o Gênio do Mal encarregou-se de regar a terra e adubá-la, para o justo cultivo. Logo após, com a intenção de exaltar a crueldade, o parceiro  maligno retirou quatro animais da arca enorme e passou a fazer a adubação e a rega com a saliva do bode, com o sangue do leão, com a gordura do porco e com o excremento do macaco.

À vista disso, quantos se entregam ao vício da embriaguez apresentam os trejeitos e os berros sádicos do bode ou a agressividade do leão, quando não caem na estupidez do porco ou na momice dos macacos.

Esta é a lenda; entretanto, nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja a mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a, de maneira anormal, na condição de qualquer bicho.


FORÇAS VICIADAS [3]

Caía a noite...

Após o dia quente, a multidão desfilava na via pública, evidentemente buscando o ar fresco. (...)

Dois guardas arrastavam, de restaurante barato, um homem maduro em deploráveis condições de embriaguez. (...)

O mísero esperneava e proferia palavras rudes, protestando, protestando...

Achava-se o pobre amigo abraçado por uma entidade da sombra, qual se um polvo estranho o absorvesse.

Num átimo, reparamos que a bebedeira alcançava os dois, porquanto se justapunham completamente um ao outro, exibindo as mesmas perturbações. (...)

A casa de pasto regurgitava... Muita alegria, muita gente. Transpusemos a entrada. (...)

As emanações do ambiente produziam em nós indefinível mal-estar. Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes.

Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam, nisso encontrando alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras impenitentes.


VI – CONSEQUENCIAS DO PASSADO [4]

16 - E àqueles que se afeiçoam ao alcoolismo?
Emmanuel - Se nos afeiçoamos ao alcoolismo ou ao abuso de entorpecentes, somos induzidos à loucura ou à idiotia seja onde for.


[2] CARTAS E CRÔNICAS, pelo espírito Irmão X e psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 18 – Veneno Livre.

[3] NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE, pelo espírito André Luiz e psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 15 – Forças Viciadas.
[4] LEIS DO AMOR, pelo espírito Emmanuel e psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – capítulo VI – Consequências do Passado.

[5]ALCOÓLICOS ANÔNIMOS DO BRASIL: http://www.alcoolicosanonimos.org.br/localizacao/

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Mau Olhado e Magia Negra por Divaldo Pereira Franco

Mau Olhado e Magia Negra por Divaldo Pereira Franco

Olá amigos,
Hoje vamos divulgar uma entrevista realizada em 16.11.2008 com Divaldo Pereira Franco no programa televisivo TRANSIÇÃO, onde responde questões sobre magia negra, encruzilhadas, oferendas (velas e bebidas), mexer em trabalhos mágicos, feitiçarias (encomendar feitiços), bruxarias, trabalhos, talismãs, amuletos, pactos com o demônio, vender a alma para o diabo, rezas, benzedeiras, mau olhado, inveja, energias negativas, “entrar com pé direito”, revelação do futuro, superstições, falta de sorte, adivinhadores, crendices populares, auto-sugestão, entre outros.
Trata-se de um material muito interessante onde estes temas são abordados à luz da Doutrina dos Espíritos através da lógica do codificador Allan Kardec e dos ensinos de amor do Mestre Jesus.
Aproveitem e compartilhem com aqueles que ainda possuem dúvidas sobre o assunto. O vídeo está dividido em 04 partes:

 



Site do programa: http://programatransicao.tv.br/
Blog do canal: mundoespirita.tumblr.com

terça-feira, 8 de maio de 2012

Vídeo Palestra "The End of an Epoch" - Haroldo Dutra Dias

Vídeo Palestra "The End of an Epoch" - Haroldo Dutra Dias


Olá amigos,

Segue o vídeo da Palestra realizada por Haroldo Dutra Dias no Centro Espírita Sir William Crookes em Londres no dia 07 de Março de 2012, intitulada “The End of an Epoch”.

"Palestra em que Haroldo Dutra explica os ciclos que regem nosso mundo, nossas vidas e o Universo (In this presentation Haroldo Dutra explains the cycles ruling our world, our lives and the Universe). Para mais informacoes sobre as palestra de Haroldo no Reino Unido por favor veja no facebook do Fraternity Spiritist Society, BUSS (British Union Spiritist Societies and Sir William Crookes Spiritist Society."

 
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=B0qZe-doK38

Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=Z3tcGEQpwGU&feature=relmfu

Links:
https://www.facebook.com/UK.BUSS

https://www.facebook.com/groups/201115536571338/

terça-feira, 17 de abril de 2012

Indicação de Leitura: Livro Exegese do Novo Testamento - Uwe Wegner

Olá amigos!!!

Neste post sugerimos como leitura o Livro “EXEGESE DO NOVO TESTAMENTO – Manual de Metodologia”, Editora Sinodal e Editora Paulus. Autor: Uwe Wegner. Estes livro faz parte da relação daqueles que Haroldo Dutra Dias nos indica para estudo do Evangelho1.

Exegese2: Comentários, explicação de textos (especialmente se aplica à interpretação gramatical e histórica da Bíblia).

"Este manual privilegia os diversos passos do método histórico-crítico, mas está igualmente atento para contribuições de outros campos. Pode ser adaptado a diferentes circunstâncias e tem em vista as pessoas que levam a sério a tarefa de auscultar a Palavra de Deus no passado e no presente. Ele recolhe a pesquisa e a experiência do autor, que trabalha há vários anos como professor do Novo Testamento na Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, em São Leopoldo/RS. Conforme Uwe Wegner, o "fascínio da exegese reside também no fato de que a Bíblia nos interpreta. Ela é também sujeito de interpretação. Assim, à medida que vamos descobrindo coisas na e da Bíblia, ela vai nos descobrindo também. É precisamente esta dialética de interpretar e ser interpretado que dá ao labor exegético um gosto todo especial."


Link 1 (visualização de parte do livro):
2 MICHAELIS Moderno Dicionário da Lingua Portuguesa - Companhia Melhoramento, 1988

domingo, 15 de abril de 2012

Download Seminário "Alvorada Cristã" em Áudio - Haroldo Dutra Dias

Olá amigos!!

Hoje disponibilizamos para download o webáudio do Seminário "Alvorada Cristã" transmitido pela Rádio Fraternidade, realizado por Haroldo Dutra Dias no 2º Congresso Espírita do Distrito Federal.

O áudio contém alguns ruídos devido à transmissão, mas pode-se ouvir perfeitamente.



Link 1:
http://www.4shared.com/mp3/1VDLF2Nt/Alvorada_Crist.html

Aproveitem!!! \o/\o/


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Assita o Vídeo Exilados de Capela - Os Povos da Antiguidade


Assita o Vídeo Exilados de Capela - Os Povos da Antiguidade

O vídeo abaixo nos mostra, de forma lógica e coerente, como um dos maiores patrimônios da humanidade foi construído. Sem mitos, sem lendas, nem mesmo histórias fantasiosas.
 
Estes estudos estão embasados na obra de Allan Kardec e através da obra "A Caminho da Luz" de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.



Explicada agora a existência das Pirâmides no Egito? ;)
 
Fonte: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no Livro "A Caminho da Luz" e em Mateus 5:5.

Transição Planetária - Espiritirinhas


TRANSIÇÃO PLANETÁRIA - ESPIRITIRINHAS

Existe um site muito legal do desenhista e ilustrador Wilton Pontes que mostra o seu trabalho através de "tirinhas" relacionadas ao Movimento Espírita e ao Espiritismo.

Abaixo mostramos duas delas relacionadas ao tema Transição Planetária (clique nas figuras para aumentar o tamanho):

HOJE:



AMANHÃ:








Fonte: http://espitirinhas.blogspot.com/ por Wilton Pontes.

sábado, 24 de dezembro de 2011

O dia em que o Papai Noel morreu!

Venho informar a você Papai Noel que:
VOCÊ MORREU EM MEU CORAÇÃO!!!
Obrigado por todos estes anos ter me iludido com sua presença juntamente com seus ajudantes imaginários e com suas pobres renas escravizadas.
Eu sei que não ficarás triste, pois como você tem diversos admiradores, um a menos não fará falta, não é?!
O motivo é que eu finalmente consegui entender de quem eu devo lembrar neste dia 25 de Dezembro. E infelizmente Santa Claus, não é você... Mas sim o Mestre JESUS.
Como é que você pôde, durante tanto tempo e ainda no futuro, querer ofuscar a presença deste Aniversariante?
Ofuscar Aquele que deu o maior presente a todos nós nesta Terra, demonstrando Amor Puro?
Não seria muita petulância tomar o lugar Daquele que divisou o tempo da Humanidade?
Aquele que realmente plantou a mensagem de Amor que Deus nos enviou?
Velhinho, você é uma criação de uma marca poderosíssima no planeta, portanto uma criação HUMANA, que trata somente de presentes, ou seja, coisas materiais: consumir, consumir e consumir -> ILUSÃO!   #ficaadica
 Já o Mestre, trata das coisas do coração: Amor, Perdão, Esquecimento das Ofensas, Oração pelos Inimigos, Compaixão pelos mais Pobres, Alegria de Viver, Paz entre as Nações, Amizade Verdadeira, Verdade Religiosa... ou seja, é Mestre do nosso Espírito, é o nosso Pastor ao qual devemos atender o chamado.
É óbvio que é uma alegria imensa poder presentear os meus queridos, porém, isso não pode apagar o verdadeiro sentido do Natal onde o aniversariante é o próprio Cristo e não as outras pessoas... A bem da verdade, eu posso presenteá-las no dia em que EU bem quiser, fazendo Natal todos os dias do ano...
Mamón contemporâneo! Esta data não é sua e de tanto você se meter, olha só: temos shoppings centers abarrotados de pessoas procurando por consumismo exagerado, dando exemplos espetaculares de má-educação, avareza, indiferença, desrespeito e egoísmo; temos nossas praias todas, porque não dizer, emporcalhadas pelos exageros dos vícios de toda ordem daqueles que se comprazem em perder a razão.
Você traz uma felicidade mentirosa, que realmente não aquece as almas que se avolumam em desespero interior ante a frieza alheia. Você somente traz um Bezerro de Ouro e não o Caminho, a Verdade e a Vida.
Agora, te deixando de lado um pouquinho, como devemos então presentear o aniversariante? \o/
Muito simples, Ele mesmo disse: “Tudo o que fizeres aos meus pequeninos, é a mim que estarás fazendo”. Basta que olhemos para os nossos irmãos menos afortunados e que possamos lhes dar parte da nossa mesa farta com coisas deliciosas e ainda, o consolo da palavra viva do Cristo...
E é isso o que eu vou fazer... porque hoje tenho a coragem de me posicionar ao lado do Mestre. Obrigado a todos àqueles que me ajudaram a elevar meu pensamento e assim, poder presentear o Verdadeiro Aniversariante através de nossos irmãos necessitados.
Papai Noel, você não existe e não existirá para o meu filho... porque eu não vou mentir para ele sobre você. Eu vou contar a história mais linda que a humanidade já pode relatar e lhe ensinar, dentro das minhas possibilidades,  o primeiro e mais importante mandamento:
AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E O PRÓXIMO COMO A TI MESMO

E já aproveita e avisa aquele teu brother, o Coelhinho da Páscoa, que ele é o próximo!
UM FELIZ NATAL!!!
(Inclusive para o Papai Noel, porque vai ter que treinar muita humildade ainda!)
Rodrigo Binhara

sábado, 3 de dezembro de 2011

Entrevista Chico Xavier - Revista Boa Vontade - LBV - Outubro/1956

Entrevista Chico Xavier - Revista Boa Vontade - LBV - Outubro/1956

 
Desta forma, munidos do aparelho de gravação em fita, foram atendidos gentilmente pelo médium, que respondeu às perguntas feitas, repetindo as palavras da resposta, que eram ditadas por Emmanuel. A gravação foi feita no dia 05 de janeiro de 1954, e até hoje conservado o rolo gravado em poder da LBV e reproduzida na edição de outubro de 1956, ano I nº 4 da Revista da Boa Vontade.

Passamos a estampar as perguntas e respectivas respostas:


Pergunta: Poderíamos ter alguns informes a respeito de Antúlio?

Chico Xavier: Vejo, aqui, nosso diretor espiritual, Emmanuel, que nos diz que um estudo acerca da personalidade de Antúlio exigiria minudências relacionadas com a história, no espaço e no tempo, que, de imediato, não podemos realizar. De modo que, tão somente, pode afiançar-nos que se trata de uma entidade de elevada hierarquia, no plano espiritual; vamos dizer; um assessor, ou um daqueles assessores, que servem nos trabalhos de execução do plano divino, confiado ao Nosso Senhor Jesus Cristo, para a realização do progresso da Terra, em geral.

Esclarece nosso amigo que Jesus Cristo, como governador de nosso mundo, no sistema solar, conta, naturalmente, com grandes instrutores, para a evolução física e para a evolução espiritual, na organização planetária. E, subordinados a esses ministros, para o progresso da matéria e do espírito, no plano que nós habitamos presentemente, conta Ele com uma assembléia de múltiplos INSTRUTORES, de variadas condições, que lhe obedecem as ordens e instruções, numa esfera, cuja elevação, de momento, escapa à nossa possibilidade de apreciação. Antúlio forma no quadro destes elevados servidores.

Pergunta: Que pode o irmão dizer-nos a respeito do astro que se avizinha, segundo a predição de Ramatís?

Chico Xavier: Esclarece nosso orientador espiritual que o assunto alusivo à aproximação de um planeta ou de planetas, da zona - ou melhor, da aura da Terra - deve, naturalmente, basear-se em estudos científicos, que possam saciar a curiosidade construtiva das novas gerações renascentes no mundo.

O problema, desse modo, envolve acurados exames, com a colaboração da ciência e da observação de nossos dias. Razão por que pede ele que não nos detenhamos na expressão física dos acontecimentos que se avizinham, para marcar maiores acontecimentos - acontecimentos esses de natureza espetacular - na transformação do plano em que estamos estagiando, no presente século.

Afirma nosso amigo que o progresso da óptica e das ciências matemáticas, serão portadoras, naturalmente, de ilações, conclusões da mais alta importância para os nossos destinos, no futuro próximo.

Pergunta: Pode Emmanuel dizer-nos algo a respeito da verticalização do eixo da Terra e das transformações que esta sofrerá, segundo Ramatís?

Chico Xavier: Afirma nosso Orientador espiritual que não podemos esquecer que a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui os seus grandes períodos de atividade e de repouso.

Cada período de atividade e cada período de repouso da MATÉRIA PLANETÁRIA, que hoje representa o alicerce de nossa morada temporária, pode ser calculado, cada um, em 260.000 anos. Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo, nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.

Assim sendo, os GRANDES INSTRUTORES da Humanidade, nos PLANOS SUPERIORES, consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil anos são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.

Logo em seguida, surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros, enfeixam assuntos e serviços, que dizem respeito à evolução do espírito domiciliado na Terra.
Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária, temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos.

Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra, cujos traços se perderam, por causa de seu primitivismo. Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de urna inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do espírito.

Após a raça Lemuriana - em seguida aos 28.000 anos de trabalho lemuriano propriamente considerado - chegamos ao grande período da raça Atlântida, era outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável. Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana.

Podemos considerar essas raças, como grandes ciclos de serviços, em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta, ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual, que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões, na esfera de relações, uns para com os outros.

Assim considerando, será mais significativo e mais acertado, para nós, venhamos a estudar a transformação atual da Terra sob um ponto de vida moral, para que o serviço espiritual, confiado às nossas mãos e aos nossos esforços, não se perca em considerações, que podem sofrer grandes alterações, grandes desvios; porque o serviço interpretativo da filosofia e da ciência está invariavelmente subordinado ao Pensamento Divino, cuja grandeza não podemos perscrutar.

Cabe-nos, então, sentir, e, mais ainda, reconhecer, que os fenômenos da vida moderna e as modificações que nosso "habitat" terreal vem apresentando nos indicam a vizinhança de atividades renovadoras, de considerável extensão.

Daí esse afluxo de revelações da vida extraterrestre, incluindo sobre as cogitações dos homens; esses apelos reiterados, do mundo dos espíritos; essa manifestação ostensiva, daqueles que, supostamente mortos na Terra, são vivos na eternidade, companheiros dos homens em outras faixas vibratórias do campo em que a humanidade evolui.

Toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da vida espiritual, devem significar para o homem, domiciliado na Terra do presente século, a urgência do aproveitamento das lições de JESUS. Elas devem ser apreciadas em si mesmas, e examinadas igualmente no exemplo e no ensinamento de todos aqueles que, em variados setores - culturais, políticos e filosóficos do globo - lhe traduzem a vontade divina, que na essência é sempre a nossa jornada para o Supremo Bem.

Os termos da comunicação obtida em Curitiba ("Conexão de Profecias", de Ramatís) são de admirável conteúdo para a nossa inteligência, de vez que, realmente, todos os fatos alusivos à evolução da Terra, e referentes a todos os eventos, que se relacionam com a nossa peregrinação para a vida mais alta, estão naturalmente planificados, por aqueles MINISTROS de Nosso Senhor JESUS CRISTO, os quais, de acordo com Ele, estabelecem programas de ação para a COLETIVIDADE PLANETÁRIA, de modo a facilitar-lhe os vôos para a divina ascensão.

Embora, porém, esta mensagem, por isso mesmo, seja digna de nosso melhor apreço, contudo, na experiência de companheiro mais velho, recomenda-nos nosso Orientador Espiritual Emmanuel um interesse mais efetivo, para a fixação de valores morais em nossa personalidade terrena, de conformidade com os padrões estabelecidos no Evangelho de nosso Divino Mestre.

Porque, para nossa inteligência, os fenômenos renovadores da existência que nos cercam têm qualquer coisa de sensacional, de surpreendente, nosso coração de inclinar-se, humilde, diante da Majestade do Senhor, que nos concede tantas oportunidades de trabalho, em nós mesmos, a revelação dos grandes acontecimentos porvindouros; novo soerguimento íntimo, novo modo de ser, a fim de que estejamos realmente habilitados a enfrentar valorosamente as lutas que se avizinham de nós, e preparados para desfrutar a Nova Era que, qual bonança depois da tempestade, facilitará nossos círculos evolutivos.

Será, todavia, muito importante encarecer, que não devemos reclamar, do TERCEIRO MILÊNIO, uma transformação absolutamente radical, nos processos que caracterizam, por enquanto, a nossa vida terrestre.

O prazo de 47 anos é diminuto, para sanar os desequilíbrios morais, de tantos séculos, em que o nosso campo coletivo e individual adquiriu tantos débitos, diante da sabedoria e diante do amor, que incessantemente apelam para nossa alma, no sentido de nos levantarmos, para um clima mais aprimorado da existência.

Não podemos esquecer, que grandes imensidades territoriais, na América, na África e na Ásia, nos desafiam a capacidade de trabalho. Não podemos olvidar, também, que a Europa, superalfabetizada, se encontra num Carma de débitos clamorosos, à frente da LEI, em dolorosa expectação, para o reajuste moral, que Ihe é necessário.

Aqui mesmo, no Brasil, numa nação com capacidade de asilar 900 milhões de habitantes, em quatrocentos e alguns anos de evolução, mal estamos - os espíritos, encarnados na Terra em que temos a bênção de aprender ou recapitular a lição do Evangelho - mal estamos passando das faixas litorâneas. Serviços imensos esperam por nossas almas no futuro próximo.

E, se é verdade que devemos aguardar, em nome de Nosso Senhor JESUS CRISTO, condições mais favoráveis para a estabilização da saúde humana, para o acesso mais fácil às fontes da ciência; se nos compete a obrigação de esperar o melhor para o dia de amanhã cabe-nos, igualmente, o dever de não olvidar que, junto desses direitos, responsabilidades constringentes contam conosco, para que o Mundo possa, efetivamente, atender ao programa Divino, através, não somente da superestrutura do pensamento científico - que é hoje um teto brilhante para os serviços de inteligência do mundo - mas também, através de nossos corações, chamados a plasmar uma vida, que seja realmente digna de ser vivida por aqueles que nos sucederão nos tempos duros; entre os quais, naturalmente, milhões de nós os reencarnados de agora, formaremos, de novo, como trabalhadores que voltam para o prosseguimento da tarefa de auto acrisolamento, para a ascensão sublime, que o Senhor nos reserva.

Considerando, assim, a questão sob este prisma, cabe-nos contar com o concurso da ciência, no setor das observações de ordem material; com a evolução dos instrumentos de óptica; com o avanço dos processos de exame, na esfera da QUÍMICA PLANETÁRIA, na qual os mundos podem ser analisados, como ÁTOMOS DA AMPLIDÃO DE UNIVERSOS, que se sucedem uns aos outros, no infinito da Vida.

Será lícito, então, esperar que certas afirmativas, referentes a vida material, se positivem satisfatoriamente, para mais altas concepções da MENTE PLANETÁRIA; de vez que, muito breve, o homem estará ligado à glória da RELIGIÃO CÓSMICA, da Religião do Amor e da Sabedoria, que o CRISTIANISMO RENASCENTE, no Espiritismo de hoje, edificará para a Humanidade, ajustando-a ao concerto de bênçãos, que o grande porvir nos reserva.

Pergunta: Foi, de fato, há 37.000 anos que submergiu a Atlântida?
Chico Xavier: Diz nosso Amigo Emmanuel que o cálculo é aproximadamente certo, considerando-se que as últimas ilhas, que guardavam os remanescentes da civilização atlante, submergiram, mais ou menos, 9 a 10 mil anos antes da Grécia de Sócrates.

Pergunta: Acha nosso irmão que a Mensagem de Ramatís deva ser divulgada com amplitude? Chico Xavier: Diz nosso Orientador que a Mensagem é de elevado teor. E todo trabalho organizado com o respeito, com o carinho e com a dignidade, dentro dos quais essa Mensagem se apresenta, merece a nossa mais ampla consideração, de vez que todos nós, em todos os setores, somos estudiosos, que devemos permutar as nossas experiências e as nossas conclusões para a assimilação do progresso, com mais facilidade em favor de nós mesmos.

sábado, 26 de novembro de 2011

Empresas - Joanna de Ângelis



No mundo moderno, atulhado (repleto) de alta tecnologia e de muita extravagância, os conceitos da simplicidade e da abnegação (renúncia a si mesmo) tornam-se combatidos tenazmente (fortemente), de maneira a cederem lugar à automação (mecanização/robotização), à excentricidade (extravagância) e aos interesses do lucro imediato.

Tecnocratas (Técnicos) e executivos de alto porte digladiam-se para alcançar metas cada vez mais audaciosas, em lutas renhidas (disputadas), embora o respeito que nos merecem os seus esforços e pessoas, objetivando projeção e insaciável poder.

Transformam situações de bondade em lugares de investimento e os seus procedimentos sempre se firmam em inversões e programas de rendas como essenciais.

Fixados em tabelas estatisticamente comprovadas e movimentando com habilidade os cálculos do mercado através das Bolsas, estabelecem prazos de usura (lucro) em todos os negócios e entregam-se às aquisições de alta rentabilidade.

Enriquecem e promovem a altos níveis as empresas para as quais trabalham sob altos estipêndios (salários) e compensações com sofreguidão (avidez/ambição) e estresse, até quando são desalojados pela aposentadoria, pela velhice e pela morte...

Empresas não têm alma, nem pulsa nos seus mecanismos automáticos qualquer tipo de coração.

As criaturas, que nelas se esfalfam (fatigam), são peças da sua engrenagem, e por mais importantes que se façam, são sempre substituíveis por outras mais produtivas para o conjunto em incessante renovação, decorrência natural dos novos instrumentos apresentados pelas indústrias de promoção e de atualização.

O pensamento empresarial é linear, direto, calculista, destituído de sentimento de amor, de misericórdia, de compaixão.

Às vezes, a empresa começa no fundo do quintal e torna-se poderosa com o tempo e o exaustivo trabalho, sem que os seus iniciadores, que se exauriram, logrem fruir-lhe os benefícios que passam para gerações que os sucedem.

É verdade que facultam o progresso na Terra, mas também respondem por muitas misérias e violências morais, econômicas e sociais...

As empresas formidandas (gigantes/impõem medo), que investem parte dos seus lucros em programas de educação, de higiene, de saúde em favor de vidas, não poucas vezes sugam outras tantas que se lhes submetem como escravas, com salários miseráveis, na ânsia de incessante aumento de produção.

São valiosas essas contribuições empresariais, embora também responsáveis por competições destrutivas, espionagem sórdidas, prepotência dramática, comportamentos absurdos.

Certamente é inevitável a marcha e o avanço da cultura, da ciência e da tecnologia, das empresas e monopólios perversos, hediondos.

Suas regras e delineamentos (projetos) invejáveis são próprios para o seu selvagem desenvolvimento, mas não devem ser aplicados em todos os labores que se realizam na Terra, especialmente naqueles de origem espiritual, que têm compromisso com o Amor e a Verdade, pelo menos através dos seus objetivos.

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Com Jesus a empresa é de solidariedade, de benevolência, de paz.

Nela não há lugar para os rigores nem as exigências que ferem a fraternidade, o respeito pelas vidas, pelo sofrimento, pelos operários menos valiosos, aqueles que não são tão hábeis ou se apresentam mais morosos...

A tentação de trazer para o serviço do Mestre as técnicas esdrúxulas, os códigos frios e as atitudes autoritários dos empresários dominadores faz-se de contínuo, ameaçando a Vera caridade, que deve sempre ser a bandeira erguida por aqueles que se Lhe dedicam.

Vota-se com entusiasmo para equipar-se o ninho de amor e de auxílio recíproco, de socorro aos que buscam servir, embora se encontrem sob terapias libertadoras, em depressões profundas e desequilíbrios deploráveis, incluindo os cooperadores-máquinas habilidosos, não poucas vezes insensíveis, igualmente destituídos de compromisso com a proposta do Amigo incomum e do Seu Evangelho.

Pensando-se sempre em ganhar-se mais dinheiro, em melhorar-se a aparência do trabalho, em utilizar-se as técnicas de propaganda para tornar-se conhecido o labor, na condição de produto de venda e de exportação, em projetar-se as imagens trabalhadas pela maquiagem do mercado explorador, ficam em planos secundário, senão esquecidos, os compromissos com a simplicidade do sentimento e a humildade do comportamento.

Vigia as nascentes do coração de onde brotam os bons como os maus pensamentos, e tem cuidado.

Não te deixes arrastar pelos palradores (tagareladores) e mercadológicos, entusiasta em favor das transformações imperiosas e imprudentes, sonhadores do mundo que não conhecem as regras do Evangelho nem a conduta espírita (cristã).

A empresa de Jesus é diferente, preservadora da união de todos os seus membros, sem jamais ter lugar o campeonato de dissensão (discórdia).

No seu estatuto, o maior é sempre quem melhor serve e não aquele que mais se exalta.

À disputa pelas posições de relevo, que afinal não existem, o esforço prevalece para ser o mais bem devotado servidor.

Esse candidato que chega não elimina aquele que se encontrava no trabalho, antes se lhe torna cooperador. Por sua vez, sem temer quem se aproxima, aquele que está a serviço faculta-lhe (oportuniza) a compreensão do serviço, entrosando-o no grupo fraternal onde deseja mourejar (trabalhar continuamente).

Não dispensa os servidores debilitados, mas providencia para que sejam encaminhados e incapazes.

Não abre espaço para ingratidão àquele que ofereceu o melhor da sua existência, trabalhando nos alicerces da obra, e hoje, cansado, desatualizado, é deixado no paredão do abandono.

Nunca olvida os sofredores, pensando apenas no azinhavre (veneno) decorrente do acumular de mais moedas.

Alarga a caridade que socorre a necessidade e ilumina o ser, libertando-o da ignorância.

O respeito pelo outro é normativa de conduta permanente, e a consideração para com o ausente impede o desenvolvimento da maledicência, da calúnia, da perseguição gratuita, decorrente da antipatia que possa viger (vigorar) no grupo.

A empresa de Jesus, na atualidade, ainda deve inspirar-se no programa e na ação da Casa do Caminho, erguida por Simão Pedro em Jerusalém nos dias apostólicos.

São, certamente, estes novos e outros tempos, bem como diferente as suas leis.

As criaturas humanas, no entanto, são quase as mesmas, vivendo condições e situações bem equivalentes.

Respeitar a modernidade, sim, porém, não permitir que alguns dos seus métodos do comportamento minem (destruam) os compromissos para com a bondade e o bem.

Precauções argentárias (aumentar o poder aquisitivo) e cuidados previdenciários devem ser observados, nunca, porém, o esquecimento do apoio da providência divina, que jamais falta.

Amealhar (Acumular) para não faltar é atitude correta, nunca, porém, acumular enquanto o crime e a morte vigiam a miséria para arrebatá-la.

Nessa empresa, a de Jesus, os métodos são especiais a não compatíveis com os daquelas organizações mundanas.

Se o membro da equipe vai-se embora, não o impeça, todavia, jamais o dispenses, porque aparentemente podes substituí-lo por outro que será contratado, remunerado financeiramente.

Apesar de alguns serem necessários, como é compreensível, na empresa de Jesus as ambições são espirituais, evitando-se os riscos daqueles estabelecidos pelos Sindicatos e legislações que nunca se bastam...

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O meu reino não é deste mundo, afirmou Jesus com ênfase.

Não te enganes, não iludas a ninguém.

Vem hoje trabalhar na minha vinha, convidou com segurança, propondo o dever de serviço ao próximo e à auto-iluminação.

Digno é o trabalhador do seu salário, estabeleceu como fundamental, mas na sua obra o salário será sempre a caridade para consigo mesmo e para com o seu próximo.

Tem cuidado com o mundo e as suas armadilhas!

Leva Jesus a ele, mas não o tragas, nem implantes os seus métodos na Sua empresa.

* Fonte: Mensagem recebida em 09/06/2004 no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador/BA por Divaldo Franco, pelo espírito Joanna de Ângelis.

Obs.: Tomamos a liberdade de colocar sinônimos á algumas palavras para melhor entendimento da mensagem, utilizado o Dicionário Michaelis - Editora Melhoramentos.