Como
lidar com um Alcoólatra [1]
O álcool é uma droga que causa dependência e, com o uso excessivo por
um longo período, o organismo desenvolve tolerância a altas doses.
Não existe uma causa única para o
alcoolismo. Essa doença pode originar-se, por exemplo, de um problema
psicológico; ou ainda ser uma válvula de escape para um trabalho
particularmente estressante ou apenas surgir por causa da influência da
companhia de amigos que bebem muito e podem ser dependentes do álcool.
Da mesma forma, o alcoolismo apresenta-se sob várias maneiras.
Algumas pessoas passam longos períodos
sem beber uma gota sequer e, em seguida, entregam-se a prolongadas "bebedeiras",
durante as quais acham impossível parar de beber. Outras dificilmente ficam
bêbadas, mas passam o dia bebendo pequenas quantidades de álcool, desde a manhã
até a noite.Da mesma forma, o alcoolismo apresenta-se sob várias maneiras.
Qualquer que seja a causa ou o padrão
do alcoolismo, lembre-se: Você não pode fazer com que um alcoólico pare de
beber. É ele quem tem de tomar essa decisão sozinho.
Há, no entanto, várias atitudes que
podem ser tomadas para encorajar um comportamento positivo a respeito do
problema e auxiliar no processo de recuperação:
O QUE VOCÊ NÃO DEVE FAZER
* Não comece também a beber. Maridos e
mulheres de alcoólicos crônicos estão sujeitos ao estresse e à tensão
adicionais de viverem com alguém que bebe e, às vezes, sucumbem à mesma doença
de seus cônjuges.
* Não arrisque seu próprio bem estar
físico e mental. Certifique-se de proteger a sua saúde e defenda atitudes
construtivas.
* Não importune, repreenda ou se envolva em situações que provoquem raiva. Todas as abordagens hostis humilham a pessoa que bebe. Elas podem gerar violência ou causar no alcoólico a sensação de ausência de valor pessoal, para a qual a bebida já se tornou o remédio.
* Não tente barganhar com as emoções do
alcoólico, numa tentativa de fazer que ele pare de beber. Não peça ao
alcoólico, por exemplo, que demonstre amor por você deixando de beber, pois ele
não conseguirá livrar-se do vício imediatamente, e isso aumentará a frustração
dele. Da mesma forma, não ameace abandoná-lo, a menos que você pretenda
realmente levar adiante tal ameaça.* Não importune, repreenda ou se envolva em situações que provoquem raiva. Todas as abordagens hostis humilham a pessoa que bebe. Elas podem gerar violência ou causar no alcoólico a sensação de ausência de valor pessoal, para a qual a bebida já se tornou o remédio.
* Não jogue fora as garrafas que achar
escondidas pela casa. Você se arrisca a provocar violência e destruir os laços
de confiança que ainda possam existir. O alcoólico encontrará maneiras de obter
mais suprimentos. E, caso não consiga mais bebida, a abstinência forçada vai
apenas precipitar uma crise com a qual você pode ser incapaz de lidar.
* Não tente encobrir o hábito do
alcoólico, protegendo-o das consequências de seu vício. Esse erro, com frequência,
se manifesta por meio do pagamento das dívidas assumidas pelo alcoólico. No
caso de dívida em dinheiro, deixe que ele enfrente o problema. Ao suavizar o
caminho, você age apenas como um "facilitador", encorajando
indiretamente o hábito de beber.
* Não se deixe enganar por promessas
lisonjeiras. Se a resolução de parar de beber é tomada, certifique-se de que
ela se apóie em ações definitivas, tais como procurar o médico da família ou
entrar para os Alcoólicos Anônimos.
* Não perca a esperança. No final, a
maioria dos alcoólicos que resolve enfrentar o problema e aceita ajuda
qualificada consegue se recuperar. Em cada três alcoólicos, um acaba recuperando-se
completamente e outro pode melhorar bastante após o tratamento. Portanto, não
fique de braços cruzados.
O QUE PODE SER FEITO PARA AJUDAR
* Reconheça que o alcoolismo é uma
doença. Não há vantagem alguma em considerá-lo um sinal de fraqueza ou de comodismo
ou em tentar fugir da realidade.
* Junte-se ao Al-Anon, uma associação
para a família e os amigos dos alcoólicos. Aprenda o máximo que puder sobre a
doença e frequente as reuniões com regularidade.
* Encoraje a pessoa que bebe a
ingressar nos Alcoólicos Anônimos (AA) [5]. Faça a sugestão com cuidado e ofereça-se para
acompanhá-la nas reuniões de abertura. A frequência não é obrigatória e a
pessoa não precisa identificar-se pelo nome completo.
* Deixe material informativo, como os
panfletos do AA, espalhados pela casa. O indivíduo que bebe pode aborrecer-se
com preleções, mas, por outro lado, poderá ler os folhetos quando você não
estiver por perto.* Se a pessoa que bebe demonstrar interesse em parar de beber, encoraje-a a procurar o médico da família ou um religioso. Com freqüência costuma haver relutância em procurar um médico, mas maior disposição em falar com um religioso. Este poderá, então, persuadir aquele que bebe a procurar orientação médica.
* Encoraje firmemente os hobbies e as
atividades que interessem àquele que bebe, contanto que o mantenham afastado do
álcool. Tente evitar tudo aquilo que de alguma forma esteja ligado à bebida,
como qualquer tipo de atividade que aconteça em um bar.
* Se ocorrer uma crise, por exemplo,
por causa de dívidas não pagas, deixe que a pessoa que bebe enfrente o
problema. Caso ela lhe peça ajuda, sugira que se comunique com os Alcoólicos
Anônimos: a organização está habilitada para aconselhamento em problemas
especializados.
VENENO LIVRE [2]
Pede você
que os Espíritos desencarnados se manifestem sobre o álcool, sobre os arrastamentos
do álcool.
Muito
difícil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência. Basta
lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança
mais que uma só pessoa, é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha,
borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos
meninos, pela cautela das donas de casa e pela defesa do serviço municipal mas
o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá,
e, em muitos casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado
de honra, consagrando eventos sociais. Escorrega na goela de ministros com a mesma
sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarapitados na rua. Endoidece
artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças
e engrossa a estatística dos manicômios; no entanto, diga isso num banquete de luxo
e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será conduzido ao
psiquiatra, se não for parar no hospício.
Ninguém
precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodca ou de suco de cana,
rum ou conhaque, de vez que as crônicas vivas, escritas por ela mesma, estão
nos próprios consumidores, largados à bebedeiras, nos crimes que a imprensa
recama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares destruídos. E
se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados à mesa redonda da
opinião pública, é indispensável sejam trazidos à fala as vítimas de
espancamento no recinto doméstico, os homens e as mulheres de vida respeitável
que viram a loucura aparecer de chofre no horror ante o desvario de tutores
inconscientes e, sobretudo, os médicos encanecidos no duro ofício de aliviar os
sofrimentos humanos.
Qual! Não
acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos grafar com mais vigor
os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a copinho.
É por isso
talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas a estilete de
sarcasmo. E creia você que a ironia vem de longe.
Consta do
folclore israelita, numa história popular, fartamente anotada em vários países
por diversos autores, que Noé, o patriarca, depois do grande dilúvio, rematava
aprestos para lançar à terra ainda molhada a primeira vinha, quando lhe
apareceu o Espírito das Trevas, perguntando, insolente:
- Que
desejas levantar, agora?
- Uma
vinha – respondeu o ancião, sereno.
O sinistro
visitante indagou quanto aos frutos esperados da plantação.
- Sim –
esclareceu o bondoso velho -, serão frutos doces e capitosos. As criaturas
poderão
deliciar-se
com eles, em qualquer tempo, depois de colhidos. Além disso, fornecerão milagroso
caldo que se transformará facilmente em vinho, saboroso elixir capaz de adormecê-las
em suaves delírios de felicidade e repouso...
- Exijo
sociedade nessa lavoura! – gritou Satanás, arrogante.
Noé,
submisso, concordou sem restrições e o Gênio do Mal encarregou-se de regar a
terra e adubá-la, para o justo cultivo. Logo após, com a intenção de exaltar a
crueldade, o parceiro maligno retirou
quatro animais da arca enorme e passou a fazer a adubação e a rega com a saliva
do bode, com o sangue do leão, com a gordura do porco e com o excremento do macaco.
À vista
disso, quantos se entregam ao vício da embriaguez apresentam os trejeitos e os berros
sádicos do bode ou a agressividade do leão, quando não caem na estupidez do
porco ou na momice dos macacos.
Esta é a
lenda; entretanto, nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos
cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja
a mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a, de maneira
anormal, na condição de qualquer bicho.
FORÇAS VICIADAS [3]
Caía a noite...
Após o dia quente, a multidão
desfilava na via pública, evidentemente buscando o ar fresco. (...)
Dois guardas arrastavam, de
restaurante barato, um homem maduro em deploráveis condições de embriaguez. (...)
O mísero esperneava e proferia
palavras rudes, protestando, protestando...
Achava-se o pobre amigo abraçado por
uma entidade da sombra, qual se um polvo estranho o absorvesse.
Num átimo, reparamos que a bebedeira
alcançava os dois, porquanto se justapunham completamente um ao outro, exibindo
as mesmas perturbações. (...)
A casa de pasto regurgitava... Muita
alegria, muita gente. Transpusemos a entrada. (...)
As emanações do ambiente produziam em
nós indefinível mal-estar. Junto de fumantes e bebedores inveterados, criaturas
desencarnadas de triste feição se demoravam expectantes.
Algumas sorviam as baforadas de fumo
arremessadas ao ar, ainda aquecidas pelo calor dos pulmões que as expulsavam,
nisso encontrando alegria e alimento. Outras aspiravam o hálito de alcoólatras
impenitentes.
VI – CONSEQUENCIAS DO PASSADO [4]
16
- E àqueles que se afeiçoam ao alcoolismo?
Emmanuel - Se nos afeiçoamos ao alcoolismo ou ao abuso de entorpecentes, somos induzidos à loucura ou à idiotia seja onde for.
Emmanuel - Se nos afeiçoamos ao alcoolismo ou ao abuso de entorpecentes, somos induzidos à loucura ou à idiotia seja onde for.
[1] Disponível em: http://www.saudeinformacoes.com.br/materias_ver_materia.asp?id=187
[2] CARTAS E CRÔNICAS, pelo espírito Irmão X e psicografado
por Francisco Cândido Xavier – capítulo 18 – Veneno Livre.
[3] NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE, pelo espírito André Luiz e
psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 15 – Forças Viciadas.
[4] LEIS DO AMOR, pelo espírito Emmanuel e psicografado por Francisco
Cândido Xavier e Waldo Vieira – capítulo VI – Consequências do Passado.
[5]ALCOÓLICOS ANÔNIMOS DO BRASIL: http://www.alcoolicosanonimos.org.br/localizacao/

